Parto Humanizado

Este tema tem sido bastante discutido e tem sido implementado em alguns Estados do Brasil. É um assunto que temos que tratar e implementar com muito cuidado, por envolver Vidas. Existem várias correntes de ideias que o cercam e todas devem ser encaradas com técnica, bom senso e respeito, sempre.

Assistência médica especializada, equipe de enfermagem competente e humana, ambiente acolhedor, equipamentos adequados e em boas condições, compreensão, carinho, paciência e muita empatia de todos os participantes com a Mãe. São alguns requisitos que devem existir durante um Parto Humanizado.

O Ministério da Saúde manifestou-se através de Portaria 371/2014, que trata de diretrizes para atenção integral e humanizada ao recém-nascido no âmbito do SUS. Este normativo estipula algumas condições que orientam médicos, enfermeiros e pacientes sobre alguns pontos que envolvem este assunto. Mas trata-se de “teoria”, as ações na prática ainda precisam evoluir. O fator cultura, conhecimento e amor ao próximo ainda pesam na vida prática e são essenciais para tornar normativos legais uma realidade.

Ainda precisamos evoluir muito neste tema. Humanização de parto é ter obstetras e equipe médica competente e acima de tudo paciente e respeitadores? É contar com equipe de enfermagem competente e educados? Sim! Estas e outras questões envolvem este tema. Porém, hoje não encontramos respeito, equipe capacitada, infra-estrutura adequada, informação correta, educação e serviço de qualidade no momento de um parto, em muitos hospitais públicos e particulares.

Veja a Portaria do Ministério da Saúde, abaixo, para conhecer o que temos de legislação sobre este assunto e podermos exigir um melhor atendimento e respeito às Mães, bebês e papais. Assim, estaremos construindo uma sociedade e uma cidade mais Humana.

Portaria Ministério da Saúde 371/2014 – http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2014/prt0371_07_05_2014.html

Anúncios

Parto Normal X Parto Cesárea

O interminável debate a cerca dos dois tipos de parto (Normal X Cesárea) é angustiante para algumas mães. Só mais uma discussão de tema polêmico em que talvez a Verdade, O Bem, O Melhor jamais vencerá, e sim o mais forte, o capital. Enfim, esse tema envolve muitos aspectos delicados e complexos. Ontem saiu a reportagem sobre a Desvalorização do Parto Normal, muito legal, vale a pena dar uma olhada: http://noticias.br.msn.com/brasil/desvalorizacao-do-parto-normal-torna-o-brasil-lider-mundial-de-cesareas

Na primeira gestação, batalhei, segui à risca o cronograma e regras rígidas para atender o script da obstetra por um parto normal. Quando foi na hora H, ….meu parto teve que ser Cesárea para não por risco à minha bebê. Se um profissional, estudado, pós graduado, entendido do assunto fala isso para uma mãe (como eu), quem discordará?? Eu não sou formada na área médica, conheço somente por leitura, jornais, fóruns mas julgo ser um conhecimento insuficiente para tomar uma decisão em que a Vida de uma pessoa está em jogo, ou de duas, no caso eu mesma e minha filha.

Se há uma indústria da cesária, uma falta de Humanidade na classe médica, teremos que questionar e unir forças muito forte mesmo para reverter este quadro. Ainda assim,…não sei se o sucesso é certo!

Muita Força e Boa Sorte para mamães que levam a diante sua opção pelo Parto Normal! E Parabéns para as que conseguem vencer e atingir este objetivo!

 

Para refletir!

 

 

APGAR – Você sabe o que é isso?

Este consiste num índice que indica o estado geral de seu bebê imediatamente ao nascer. Abaixo segue uma explicação mais técnica extraída do Wikipédia.

É interessante nós mamães ficarmos atentas ao índice e questionar nossos médicos sobre eles, porque não é prática sua divulgação aqui no Estado. E é de extrema importância para que seja proporcionado o imediato tratamento adequado ao bebê e posteriormente também.

Texto abaixo extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Apgar

“A Escala ou Índice de Apgar é um teste desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar, médica norte-americana, que consiste na avaliação de 5 sinais objetivos do recém-nascido no primeiro, no quinto e no décimo minuto após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2, sendo utilizado para avaliar as condições dos recém-nascidos. Os sinais avaliados são: freqüência cardíaca, respiração, tónus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. O somatório da pontuação (no mínimo zero e no máximo dez) resultará no Índice de Apgar e o recém-nascido será classificado como sem asfixia (Apgar 8 a 10), com asfixia leve (Apgar 5 a 7),com asfixia moderada (Apgar 3 a 4) e com asfixia grave: Apgar 0 a 2.

No momento do nascimento, este índice é útil como parâmetro para avaliar as condições do recém-nascido e orientar nas medidas a serem tomadas quando necessárias. As notas obtidas nos primeiro e quinto minutos são registradas no “Cartão da Criança” e nos permitem identificar posteriormente as condições de nascimento desta criança (se ela nasceu sem asfixia ou com asfixia leve, moderada ou grave).

Quando o bebê nasce, iniciamos a contagem do tempo e avaliamos o índice de Apgar no primeiro e no quinto minutos de vida da criança.

É o método mais comumente empregado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extra-uterina, avaliando suas condições de vitalidade. Para cada um dos 5 itens é atribuída uma nota de 0 a 2. Somam-se as notas de cada item e temos o total, que pode dar uma nota mínima de 0 e máxima de 10. Uma nota de 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém-nascidos significa que o bebê nasceu em ótimas condições. Uma nota 7 significa que o bebê teve uma dificuldade leve. De 4 a 6, traduz uma dificuldade de grau moderado, e de 0 a 3 uma dificuldade de ordem grave. Se estas dificuldades persistirem durante alguns minutos sem tratamento, pode levar a alterações metabólicas no organismo do bebê gerando uma situação potencialmente perigosa, a chamada anóxia (falta de oxigenação). O boletim Apgar de primeiro minuto é considerado como um diagnóstico da situação presente, índice que pode traduzir sinal de asfixia e da necessidade de ventilação mecânica. Já o Apgar de quinto minuto e o de décimo minuto são considerados mais acurados, levando ao prognóstico da saúde neurológica da criança (seqüela neurológica ou morte).

Tabela para cálculo do índice
Pontos 0 1 2
Freqüência cardíaca Ausente <100/min >100/min
Respiração Ausente Irregular/Bradipnéia Forte/Choro
Tônus muscular Flácido Flexão de pernas e braços Movimento ativo/Boa flexão
Cor Cianose Central/Palidez Cianose de extremidades Rosado
Irritabilidade Reflexa ao Cateter Nasal Ausente Algum movimento/Careta Espirros/Choro
Ícone de esboço .

A 1ª gestação

Engravidar. Gravidez. Sempre vi isso como algo excepcional, misterioso, complicado, delicado. Nunca parei para pensar em ficar grávida, ser mãe. Coloquei metas profissionais e pessoais a atingir antes de pensar em engravidar.Engraçado. De repente, tudo mudou. Meu marido sempre quis ser pai logo. Não me perturbava, mas por ele poderia ter sido bem antes. Um belo dia, ele me fez pensar melhor. E perceber que tudo ao redor estava pronto para a chegada de um herdeiro ou herdeira. A casa estava adaptada e nossa cara. Já havíamos curtido o casamento e um ao outro. As finanças suportavam os gastos futuros. Nossas profissões estavam bem encaminhadas. E existia o mais importante, o Amor. Tudo o que é necessário para estabelecer um ambiente favorável para a chegada de um bebê numa família, existia.

E assim foi. Realizei exames de check-up para ver se a “casinha” do futuro bebê estava saudável para abrigar este ser abençoado. E engravidei. Não sei dizer ao certo a data que houve a fecundação mas acredito que sei o dia. Uns dias antes de fazer o exame de farmácia, acordei com uma dor forte nas mamas e percebi que haviam umas veias aparentes. Isso não era normal. Cheguei a pensar que seriam “varizes na mama”. Isso existe? sei lá. Acredito que naquele dia estava grávida já. E as mamas estavam se preparando para alimentar meu amorzinho. Poucos dias depois fiz o teste e….positivo, na 1ª tentativa, positivo na segunda, e positivo na terceira. Pensei: “E agora, o que será de mim?” Uma nova vida se iniciava para mim e dentro de mim.

Nos primeiros dias não senti nada, enjôo nenhum. Só uma dor forte nas mamas.

O próximo passo era avisar pais e parentes. Ver a alegria com a notícia nos olhos e expressão de nossos pais, foi maravilhoso e inesquecível.

Nos primeiros meses não sofri com enjôos como a maioria. Pelo contrário, tinha uma fome violenta. Comia demais, demais. Eu não comia, devorava tudo. Engordei muito no primeiro trimestre. Depois tive que me controlar muito. Pois a obstetra me brigava em todas as consultas.

O período da gestação foi tranqüilo. Não tive problemas de pressão alta, ou gravidez de risco. Tive sim problemas inerentes a toda e qualquer gestação. Como inchaço, um cheiro horrível que só tinha na minha casa, enjoei de alguns pratos como bacalhau, sérios problemas com meu ciático, cansaço, e a terrível e temida prisão de ventre. Deus me livra desta prisão de ventre para o resto da minha vida.

O curioso é que ao conversar com muitas pessoas que engravidaram, a maioria não citava muitos problemas. Todas diziam que sua gestação foi tranqüila, maravilhosa, não tiveram nenhum problema. Sentia-me um pouco solitária no meio desta monstruosa transformação que meu corpo, mente e espírito passavam.

Mas problemas a parte, eu nunca me senti tão Mulher, tão Feminina, tão bonita na minha vida como me senti na minha gravidez. Meu Deus, ser mulher é isso. É procriar. É dar a Vida. É gerar pessoas.

Quando estava grávida me sentia feliz por ter uma vida dentro de mim. Acompanhava o desenvolvimento diariamente daquele ser humano que estava dentro de mim. Tudo o que eu fazia pensava na minha bebê. O que eu comia, imaginava seu processo digestivo e o compartilhamento com minha bebê. O que eu pensava, dividia com ela. Meditava e mandava vibrações positivas para ela. O ar que respirava era para ela. Conversava muuuuito com minha bebê. Planejava nossas vidas com ela. Enfim, amei este período. Foi maravilhoso e inesquecível. Gerar você, foi a MELHOR experiência de minha vida. (meus olhos estão cheios d’agua).

Para mim, gravidez é uma benção de Deus. Sou abençoada.

Hoje me pergunto: Por que não engravidei muito antes dos 30? Por que demorei tanto? Por que tive tanto medo?

Não tenha medo de amar verdadeiramente. Não tema o Amor Verdadeiro.